Billboard faz matéria aclamando a cultura drag brasileira na música na luta pela LGBTQfobia através de múltiplos gêneros

De 2016 pra cá, muita coisa mudou na cultura brasileira, e uma delas, com certeza, é o fato de que drag queens estão ocupando espaços que até então eram dominados e monopolizados por gêneros como o sertanejo e pessoas heteronormativas.

Com Pabllo Vittar e a explosão do álbum “Vai Passar Mal” e seus hits, muita coisa mudou, e trouxe consigo uma nova cultura de artistas do segmento que estão revolucionando o mercado fonográfico brasileiro com representatividade e sendo destaque fora do país.

Foi através da Billboard, em matéria publicada nesta sexta-feira (2), que o público internacional sentiu de vez o impacto de artistas como Pabllo, Aretuza Lovi, Gloria Groove, Kaya Conky, Lia Clark, Linn da Quebrada e dentre outras.

Com “Então Vai” e o beijo em Diplo, a reportagem da revista aclama a coragem de Vittar, por exemplo, em driblar a homofobia em um país que ainda apresenta sérios problemas com LGBTQfobia, além de também ser um dos locais em que mais matam pessoas do movimento do mundo. Mais que isso, um LGBTQ estar a frente de uma parada na música e ter milhões de acessos é um ato extremamente político.

“Estou muito feliz com este espaço e uma oportunidade de dar a minha voz à causa LGBTQ e representar minhas irmãs”, disse Pabllo para a revista. “Sabendo que outras pessoas do meio ainda vão crescer muito, tendo exemplos, mais podem se inspirar no que estamos fazendo, acrescenta.”

Aretuza Lovi contou um pouco de sua infância difícil e a aceitação de sua família para o site da revista, além de ser destaque pelo seu contrato recente assinado com a Sony Music e o hit “Joga Bunda” com a Pabllo e Gloria Groove.

“Quando meu pai percebeu que era gay, ele me tratou de forma horrível, me bateu. Eu tinha medo até de respirar ao lado dele. Comecei na cena drag como uma brincadeira, mas decolou, e me senti empoderada o suficiente para continuar.”

Já Gloria, foi destaque por ser uma figura LGBTQ no Hip-Hop, um segmento extremamente misógino e machista:

“Uso a minha voz para apontar o que tem de errado no Brasil através do rap”, diz ela. “Sou considerada estranha, como uma artista negra e gay em um país com o maior número de assassinatos de LGBTQs no Brasil.”

Já Lia Clark é destaque no funk, um meio também machista e extramente dominado por homens, onde, ser mulher, é algo ainda desvalorizado.

“Toda pessoa que não é hétero sofreu bullying na escola”, disse ela que recentemente teve seus vídeos bloqueados em censura por uma ‘nudez’ que pode ser vista explicitamente por homens, mas não existe regras de punição para eles. “Os meus vídeos foram bloqueados, mas sendo assim, os dos outros também tinham que ser.”

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